segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Van Gogh no mundo de Marlboro

Não, esse quadro do Van Gogh não é mórbido nem pessimista. Muito menos uma campanha antitabagista avant la lettre. Uma caveira é essencialmente alegre:
And, however much my face clouds with sombre vanity, or vulgar vengeance, or contemptible contempt, the bones of my skull beneath it are laughing for ever. (G.K. Chesterton)
E vejamos: quem não admira a serenidade e a fleuma de alguém que, mesmo estando numa situação deveras deplorável, ainda é capaz de conceder-se a si mesmo um prazer fugaz e botar um sorriso no rosto enquanto encara a realidade? O esqueleto de Van Gogh reconhece que está no fundo do poço e que logo cairá para não mais levantar. Mas já que é assim, já que a sua situação não pode melhorar, escolhe enfrentá-la nu, sem nenhuma armadura. E fruindo o que ainda pode.

O esqueleto de Van Gogh é o retrato do sábio aforisma: “Eu me fodo, mas me divirto”.

5 repetindo:

Cristina Casagrande disse...

Repare que ele ainda é estiloso! Tem um quê de óculos escuros!rs

Cristian disse...

That's the spirit, Cris!

Lia Lee disse...

Então, Cris, na minha opinião, ele tá assim de boa muito incentivado pelo vapor do que ele fuma: antes um baseado que um marlborão... Rs!

Cristian disse...

Taí uma hipótese muito verossímil, hehehe Observadora essa Lia ;-)

André Henriques disse...

ou... nem no limbo eu solto o osso! hahahahahahahaha